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Sal Mineral para bovinos a pasto: 06 Fatores que afetam o consumo

A suplementação mineral garante maior resultado na engorda do rebanho! Se o ganho de peso a pasto não estiver de acordo com o planejado, cheque esses 06 tópicos
por Rafael Mendes em 07/Jan/2019

O controle de consumo dos suplementos minerais consiste em garantir que as metas de consumo projetadas para o rebanho sejam alcançadas. Em caso de desvio de consumo, o produtor deve se atentar para a busca das principais causas e realizar as devidas contramedidas.

Nesse texto você vai conhecer 06 fatores dentro da sua fazenda que podem estar influenciando o consumo da suplementação mineral do seu rebanho e assim, atrapalhando todo planejamento de ganho de peso a pasto.

Mas, antes disso, você sabe quais são os tipos de consumo?

O controle de movimentação de estoque de produtos e rebanho é de suma importância para a efetivação do planejamento de consumo que você irá fazer. Existem 3 pontos sobre consumo que você deve conhecer:

Tipos de consumo

Consumo objetivo

É definido de acordo com o programa anual de nutrição do rebanho e varia de acordo com o produto, a categoria animal e a meta de desempenho proposta. Esse aqui é o consumo ideal para alcaçar o que você deseja.

Consumo ocorrido

Será o indicador analisado para atuar corretivamente em função de possíveis desvios. É uma informação de curto prazo levantada em um período mais curto, geralmente a cada 30 dias.

O consumo ocorrido sempre deverá ser comunicado juntamente com o consumo acumulado do período de uso do suplemento (águas, seca, transição) evitando interpretações errôneas. Esse tipode consumo é onde você analisa o que realmente foi ingerido pelo boi.

Consumo acumulado

É a referência do consumo acumulado desde o início do uso de determinado suplemento até o último fechamento de consumo.

 rebanho a pasto se alimentando

Em todos os casos, o objetivo é sempre definir se a suplementação e consumo estão de acordo com o estimado para aquele tipo de rebanho e suas metas. Por isso se fala muito em desvio, é essa palavrinha que define tudo o que acontece fora do planejado nesse planejamento.

Análise de desvio de consumo

O consumo de forragem é o principal fator determinante do desempenho de animais em pastejo, ele é influenciado por vários fatores associados ao animal, ao pasto, ao ambiente e às suas interações.

O tão temido desvio de consumo evidência se o resultado do consumo aferido está acima ou abaixo do consumo objetivo, sendo que é considerada uma margem aceitável de desvio que varia até 15% para cima ou para baixo de acordo com o tipo de suplemento.

O objetivo é trabalhar para atingir o centro da meta, evitando assim interpretações equivocadas.

Assim, é importante lembrar: Em todas as ocasiões em que for identificado desvio do consumo de produtos, utilizar o método PDCA para identificação das causas fundamentais que estão acarretando é o mais recomendado!

A quantidade e qualidade da ingestão é difícil de ser determinada diretamente no rebanho a pasto, de modo que várias metodologias foram desenvolvidas para estimá-lo. Mas, ainda assim, existem fatores criticos e comuns a todas as fazendas no que diz respeito a influência de fatores externos  no consumo do rebanho.

Agora você vai conhecer 6 deles! 

06 fatores que impactam o consumo dos suplementos minerais a pasto:

01. Cocho no chão

Se o cocho encontra-se próximo ao solo o suficiente para que o suplemento se “suje” a ponto de comprometer a qualidade, muitas vezes ocorre desvio de consumo e também na uniformidade do consumo pelos animais do lote.


02. Cochos descobertos

A ausência da cobertura permite com que o suplemento molhe com frequência no período das chuvas o que prejudica a qualidade causando desvios no consumo. Suplementos com alta inclusão de farelos são ainda mais críticos quando molhados porque iniciam o processo de putrefação.

Já os suplementos minerais sem farelo na formulação podem sofrer alteração da formulação devido a perda de alguns minerais mais solúveis na água, seja esta escorrida através de algum orifício no cocho ou ingerida pelos animais. Deve-se sempre ficar atento com o uso de uréia nas formulações em cochos descobertos devido ao risco de intoxicação.


03. Área de cocho insuficiente

A restrição de área de cocho pode prejudicar o acesso dos animais acarretando em desvios de consumo. Quanto maior o lote maior é o problema relacionado à área de cocho.


04. Acesso ruim ao cocho

O acesso confortável ao cocho pelos animais é de suma importância para não criar nenhuma barreira ao animal. Muitas vezes é prejudicado devido a excesso de lama ou pedras o que pode acarretar em desvio no consumo.


05. Logística de distribuição ineficiente

Recomendamos a existência de estoques intermediários e estoques finais próximos aos cochos. Quanto maior o consumo objetivo do suplemento maior será a necessidade de uma boa logística de distribuição.

A definição dos equipamentos de distribuição (trator, caminhão, etc) assim como a autoridade e responsabilidade de cada membro do time para solicitar a reposição dos produtos nos diversos estoques até o cocho é ponto chave para atingir a meta de consumo.


06. Formulação inadequada do suplemento mineral

Quando o suplemento mineral é recomendado para uma determinada categoria em algum período do ano é de suma importância que o nutricionista leve em consideração a análise da forragem da propriedade, a oferta desta forragem no pasto ou retiro e sua experiência na região em fazendas as quais estejam em biomas semelhantes.

Deve-se verificar se a concentração de cloreto de sódio/nitrogênio não proteico/farelos/promotores de crescimento, entre outros ingredientes, estejam adequados para aquele desafio de produção. Quando a causa está ligada à formulação o nutricionista deve alterá-la com o objetivo de atingir o consumo objetivo na próxima apuração.

cocho com suplementação mineral


 

Sobre Rafael Mendes

Graduado em Zootecnia pela UFRuralRJ, com pós-graduação pela UFT em Produção de Ruminantes, MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC – BH e diversos cursos afins.

Atualmente Gerente Comercial da PRODAP - Cadeia da Carne, executo a gestão e liderança do time comerical e atuo desde 2010 nas principais praças de pecuária em todo Brasil em projetos que envolvem consultoria em gestão, nutrição animal e softwares em fazendas de pecuária de corte, com foco em transformar a história dos nossos clientes e da pecuária Brasileira. 

 

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