Produção de leite: 10 dicas para aumentar a produção de leite

Seja pequena, média ou grande, a produção de gado de leite possui um papel de grande importância na economia e na alimentação dos brasileiros. Veja 10 dias essenciais para aumentar a produção de leite do seu rebanho.
por Julia Samaritano em 16/Jun/2021

Seja pequena, média ou grande, a produção de leite possui um papel de grande importância na economia e na alimentação dos brasileiros. Dessa forma, todos os produtores estão sempre em busca de aprimoramentos, visando, cada vez mais, o sucesso na atividade.

E para que você possa se destacar nesse ramo, através de muita produtividade e qualidade, aqui vão algumas dicas:

produção de leite

1- Qualidade do alimento

A nutrição do seu rebanho é um dos pilares para o sucesso.  

Para isso, você deve fornecer alimentos adequados de acordo com a necessidade alimentar de cada animal, considerando sua idade, peso, estágio de lactação e genética.

Então, isso exige uma formulação de dieta com um bom balanceamento entre proteínas, fibras e carboidratos.

A suplementação também é bem vista no meio rural, já que auxiliam os animais a expressarem todo seu potencial, além de melhorarem sua saúde. Atualmente, são alguns os compostos essenciais que auxiliam o produtor:

  • Sal Mineral: composto formado por uma diversidade de minerais que evita a perda de peso, aumenta imunidade e aumenta a produção leiteira.
  • Sal proteinado: suplemento enriquecido com proteínas que suprem a deficiência no organismo animal e auxiliam a manter o peso animal, mesmo em períodos de seca.
  • Monensina sódica: modifica a fermentação do rumem e melhora conversão alimentar.
  • Virginiamicina: composto antimicrobiano que aumenta a imunidade animal.
  • Biotina: uma vitamina que auxilia em formação de proteína, fortalecendo cascos, cicatrizando os sulcos e prevenindo para que não ocorram novos.
  • Probiótico: composto com micro-organismos vivos que auxiliam no controle da população de bactérias nocivas ao rúmen, potencializando a conversão alimentar do gado.
  • Gordura protegida:.trata-se de um suplemento que proporciona um leite mais valorizado, com maior taxa de gordura, uma vez que não sofre absorção pelo organismo da vaca.

É importante reforçar que os cálculos para o fornecimento de cada um dos itens que formarão a dieta de seus animais devem ser feitos por um profissional qualificado, prevenindo, assim, prejuízos e potencializando os lucros em sua produção.

Saiba mais: Confira as melhores práticas de manejo alimentar para bovinos de leite! 

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2- Alimento em quantidades adequadas

Para formular uma dieta eficaz e sem desperdício, você deve escolher um plano de fornecimento que se adeque a realidade de sua propriedade. 

Existem diversos tipos de planos, por exemplo:

  • Formular dietas pensando no menor custo de produção de leite, ou seja, gastar menos para produzir o mesmo volume de leite
  • Focar para obter menor fluxo de caixa, ou seja, incrementar a alimentação utilizando produtos que sejam produzidos na própria propriedade.
  • Focar em maior retorno financeiro, mesmo que para isso, seja necessário um maior investimento em insumos e alimentação.

A escolha desse plano dependerá da situação de sua propriedade, sendo possível que, em algum momento, alguns ocorram simultaneamente.

3- Disponibilidade em abundância de água limpa e fresca

Cerca de 87% do volume de 1 litro de leite é composto por água.

Sendo assim, a água é um dos elementos de maior importância para o gado leiteiro.

Ela deve ser limpa e fresca, sem cor, cheiro ou sabor, e deve ser fornecida à vontade.

A quantidade ideal para um bovino de leite é de quatro litros por dia para cada litro de leite produzido, podendo dobrar no verão. 

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4- Conforto térmico animal

O gado leiteiro possui um enorme gasto energético, principalmente no verão, o qual é responsável pela geração de estresse térmico nos animais.

No intuito de se evitar prejuízos, é fundamental que as vacas tenham ventilação e refrigeração adequada, e para isso:

  • Forneça sombreamento adequado para seus animais, seja através de árvores ou instalações.
  • Forneça água em abundância, principalmente após a ordenha e durantes os períodos mais quentes do dia
  • Em locais fechados, você pode investir em sistemas de resfriamento com ventiladores ou aspersores.
  • Para criações a pasto, molhar bem os animais que estiverem em estado mais crítico, poderá ajudar no resfriamento;
  • Reduza a distância de deslocamento dos animais e priorize para que ocorra durante as horas mais frescas do dia.

5- Sanidade animal

Animais com sistema imune comprometidos deixam de usar nutrientes que poderiam ser utilizados para aumentar a produção de leite, para poder combater enfermidades.

Por isso, tenha sempre um plano de ação para melhorar a saúde do seu rebanho!

Dessa forma, procure investir em:

  • Supervisão de médicos veterinários e zootecnistas qualificados.
  • Protocolos para combate aos parasitas.
  • Protocolos de vacinação.
  • Medidas para controle de doenças de alta incidência, por exemplo: adotar e respeitar uma linha de ordenha (ordenhando primeiro as mais saudáveis e por último as menos saudáveis), para evitar a disseminação da mastite entre os animais.
  • Isolamento de animais com doenças infectocontagiosas avançadas.

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6- Higiene dos estabelecimentos

Locais limpos evitam proliferação de doenças e enfermidades. Para esse caso, faça constantes vistorias na sua propriedade e opte por:

  • Evitar acúmulo de lixo nos currais
  • Drenar excessos de lama na propriedade
  • Cobrir cochos para evitar acúmulo de água e principalmente para evitar o contato com a ureia, já que isso pode torná-la intoxicante, a ponto de levar o animal a óbito. Furos no cocho também podem auxiliar nessa questão.
  • Tirar todos os objetos que possam ferir ou até mesmo serem consumidos pelo gado.
  • Garantir limpeza de cochos, bebedouros, sala de ordenha e os utensílios utilizados nos animais.
  • Instruir os profissionais que atuam nessa atividade sempre estarem com mãos e vestimentas limpas. Inclusive uso de aventais são sugeridos.
  • Arranjar local adequado para descarte de dejetos dos animais, no intuito de evitar a proliferação de moscas ou de outros endo e ectoparasitas.

7- Boas práticas com recém-nascidos

O bezerro de hoje será um dos animais que contribuirá com sua produção amanhã!

Por isso é indispensável o cuidado e a adoção de boas práticas quando se tratam desses animais:

  • Respeitar o período que o animal deve ingerir o colostro 
  • Realizar cura do umbigo 
  • Separação do bezerro da mãe da forma mais tranquila possível
  • Desmamar o bezerro de forma segura, através do aleitamento por sucção nos primeiros dias, com a inserção de alimentação sólida (volumoso/concentrado) apenas após algum tempo, para garantir o desenvolvimento correto do rumem e a conversão alimentar eficaz durante a vida adulta. Não utilize leite de descarte

Saiba mais: Boas práticas de manejo, cuidados, aleitamento e desmame de bezerras leiteiras

8- Bem estar animal

Explique sobre boas práticas à todos os funcionários que lidam diretamente com os animais.

É muito importante que o gado seja bem tratado e acolhido desde o nascimento e que não possua medo do ser humano.

Não use choques, espetos e produtos tóxicos, pois além de gerar estresse (altera o metabolismo animal, podendo gerar diminuição na produção de leite) são prejudiciais à saúde bovina.

Também evite a utilização de ocitocina no momento da ordenha. A liberação do leite deve ocorrer de forma natural.

Opte por potencializar a quantidade e liberação de leite através de boas práticas de manejo e de uma boa nutrição.

9- Atenção especial ao período pré-parto

O sucesso na saúde, reprodução e produção de leite em toda a lactação é definido pelo sucesso tanto no período pré-parto quanto no pós-parto, já que o requerimento nutricional e a regulação de consumo de alimentos são totalmente diferentes nestas duas fases. 

No terço final da gestação as vacas devem ser apartadas do rebanho e submetidas ao manejo de secagem, que tem a finalidade de interromper a lactação.

Isso garante uma nutrição adequada, não só para a vaca, mas também para o feto que está sendo gerado, além de auxiliar na formação do colostro que será ingerido pelo recém-nascido.

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Definir a separação dos animais em grupos diferentes, a qual não precisa ser física, pode ser simplesmente na percepção e cuidado das vacas leiteiras, sabendo quais são os animais em pré e pós-parto e o que deve ser feito para eles serem mais eficientes e produtivos dentro do rebanho.

10- Controle zootécnico

Por último, mas não menos importante o controle zootécnico!

Trata-se de um método de gerenciamento utilizado em propriedades leiteiras, onde o produtor realizará anotações sobre a vida produtiva e reprodutiva de cada um dos animais, obtendo indicadores de desempenho de cada um.

Essa ferramenta se trata de uma grande aliada nos momentos de tomada de decisões, sempre visando à rentabilidade na atividade.

Ao realizar esse método, o produtor poderá, por exemplo:

  • Conhecer a produtividade de cada animal.
  • Selecionar os animais que possuem longo período de lactação e elevada produção
  • Descartar seguramente os animais de menor desempenho.
  • Promover o melhoramento genético dos animais.
  • Prever com exatidão o parto das fêmeas, para promover a secagem 60 dias antes.
  • Acompanhar a evolução da produtividade do rebanho

Pensando na praticidade e conforto do produtor, a Prodap desenvolveu um software de gerenciamento das atividades de pecuária leiteira que permite a gestão dos índices zootécnicos e financeiros de forma fácil e rápida, o Prodap Smartmilk.

Além de integrar com os principais softwares de ordenha e sistemas de atividades do mercado, garantindo dados muito mais confiáveis.

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Sobre Julia Samaritano

Graduanda em Medicina Veterinária na Universidade Federal de Minas Gerais, com foco em produção animal.

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